sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Olhares



Era nada mais, nada menos que uma manhã nublada naquelas ruas de Paris.
E ela sabia o que ia fazer. Há alguns dias atrás, enquanto passeava na carruagem com outras raparigas, ela vira-o. Foram apenas breves segundos. Uma troca de olhares soltos. Bastou para tudo mudar.
Desde que se lembra, foi-lhe sempre dito que não podia ir para aquelas zonas a pé nem sozinha. Ficava mal a uma rapariga com tamanho estatuto andar entre os pobres. Mas também sabia que o seu pai nunca aceitaria o que ela estava prestes a fazer, por isso saiu sem avisar ninguém.
Vestida com o simples vestido vermelho, correu até chegar à zona que lhe estava interdita. A partir daí abrandou as passadas e caminhou no passeio de paralelos. De forma subtil passou por rapazinhos a brincar à entrada de uma casa. Brincavam com bolas feitas de panos velhos, Partilhou com eles um ténue sorriso.
Com o tempo a correr, começava a aparecer mais gente e, em pouco tempo, uma multidão instalara-se. Não passava despercebida aos olhares curiosos mas continuou o seu caminho. E entre todas as pessoas, ela avistou-o ao fundo da rua. Sentiu uma súbita descarga de emoções e correu. Ao chegar perto dele parou e recomeçou a andar lentamente até lhe conseguir tocar no ombro. Ele virou-se e ao vê-la, nada mais importava.
Agora tudo a até um pouco de nada começavam a fazer sentido. Ao seu redor, tudo desapareceu e o que apenas restava eram os olhares presos um no outro e o toque das mãos.
As mãos delicadas e suaves dela.
As mãos gastas e trabalhadoras dele.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.
Fernando Pessoa tinha toda a razão.

sábado, 2 de outubro de 2010

Letters to Juliet

"Dear Claire, What and If are two words as non-threatening as words can be. But put them together side-by-side and they have the power to haunt you for the rest of your life: What if? What if? What if? I don't know how your story ended but if what you felt then was true love, then it's never too late. If it was true then, why wouldn't it be true now? You need only the courage to follow your heart. I don't know what a love like Juliet's feels like - love to leave loved ones for, love to cross oceans for but I'd like to believe if I ever were to feel it, that I will have the courage to seize it. And, Claire, if you didn't, I hope one day that you will. All my love, Juliet"
:')
Juliet's secretary, Sophie